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Sempre a Correr

Sempre a Correr

Porque dizer adeus nunca é fácil

Ontem recebi a notícia que a avó Ana nos tinha deixado. A avó Ana não era minha avó, era avós dos meus "vizinhos do lado". Os vizinhos que conheci quando tinha 3 anos de idade. Os vizinhos que acompanharam o meu crescimento ( e eu o deles) e que se tornaram amigos para a vida. A Dª Glória fez muitas vezes (mais do que seria esperado) o papel de minha mãe. Passei muitos dias e muitas noites em casa dos "vizinhos do lado". Sentia aquela casa quase como minha. Nunca me senti visita, sentia-me como "mais uma filha". A Carla, a Sandra e o Ricardo brincavam comigo e partilhavam tudo comigo como se eu fosse irmã deles. Foram mais de 20 anos de cumplicidade. Depois elas foram estudar para fora e eu fui morar sozinha. Deixámos de ser vizinhos, deixámos de estar juntos como antes, mas nunca deixámos de ser amigos. Estivemos juntos em todos os momentos marcantes das nossas vidas. Em aniversários, em casamentos, em festas importantes. Hoje também estivémos juntos. Não foi um dia feliz nem animado, mas tinhamos de estar juntos. Como sempre. 

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